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domingo, 12 de setembro de 2010

diário da tua ausência

"quando queremos estar próximos de alguém de quem gostamos, as palavras nunca se gastam. como nunca se gastam os beijos, as mãos que se aconchegam, os corpos que se tocam, as bocas que se comem, alimentando-se uma à outra. nunca se gasta a pele nem o olhar porque o desejo que é alimentado pelo amor não é como a paixão, o amor nunca se cansa. como canta a rita lee, sexo antes, amor depois. Na mesma canção, ela também canta sexo é escolha, amor é sorte, lembras-te? quando te conheci e percebi que gostavas de mim, senti-me a rapariga com mais sorte do mundo. podia ir contigo para qualquer lado, porque sempre me soubeste agarrar de uma forma que, sei-o agora, nunca ninguém me agarrou: na rua, nas lojas, no cinema, à entrada dos restaurantes, sentados à mesa, no elevador do hotel, na cama, antes de dormir. e durante o sono, a noite inteira, como duas alianças encaixadas numa só."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

diário da tua ausência

"nunca me acontecera isto antes, pelo menos de uma forma tão intensa e inequívoca. tenho algum talento para encontrar pessoas com quem descubro quase instantaneamente múltiplas afinidades, mas o que senti naquela noite era diferente, muito mais profundo e, no entanto, infinitamente mais simples. como se fizéssemos parte da vida do outro desde sempre e a existência, por uma misteriosa razão, tivesse separado o que devia ter unido. talvez a minha visão seja  demasiado poética, exagerada, mas o amor é isto mesmo, ou se vive sem limites, ou então não vale a pena. somos muito parecidos, embora eu seja o avesso do teu avesso."

meu pedro ♥